Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Beritrue mudou-se

Beritrue mudou-se para a Alemanha!

Se antes tinha algo a dizer como o nosso Portugal e os nossos Portugueses...ui, agora tenho muito mais a dizer sobre a Alemanha e os Alemães... em Beritrue Reloaded.

Terça-feira, Setembro 04, 2007

Jorge Palma e as suas letras

Sabendo que, a partir do momento que publico isto, corro o risco de ser violentamente insultada pelos fãs de Jorge Palma, mais vontade tive de o fazer.

Estava eu a regressar ao meu trabalho vinda de almoço quando reparei nesta música, intitulada "Encosta-te a mim", do Jorge Palma, quando achei que valia a pena dissecar, a fundo, a letra.

Para quem não gostar...é a vida.

Encosta-te a Mim - Jorge Palma

Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos,
[cem mil anos??? Que tanga!!!]


encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar,
[ah, bem me parecia…]


encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos,
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
[“portantos”…primeiro é para se encostar ao rapaz, só que depois vai-se a ver e ele ainda não chegou..hmmm…]


Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver,
[ah, então chegou agora. Agora sim!]

em nome da terra, no fundo p´ra te merecer,
recebe-me bem, não desencantes os meus passos,
[“desenganos”, “desencantes”…tanta “desilusão”]

faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
[cheira-me a rima forçada…também ficava bem “faz de mim o teu herói senão vou-te”…”vou-te”…hmmm…difícil, não sei o que ficará bem aqui…”vou-te fo...fo… fornecer mimos”. Ah, é isto!]

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo,
o que não vivi, hei-de inventar contigo,
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
[bom, finalmente começamos a ir directos ao assunto! Dá-lhe!]

Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes,
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal,
recebe esta pomba, que não está armadilhada,
foi comprada, foi roubada, seja como for.
[Mau! Foi comprada ou roubada? E não está armadilhada!??! Afinal é pomba ou granada??]

Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis,
em nome da estrada, onde só quero ser feliz,
[Cheira-me a outra rima forçada…”nada” e “estrada”. Porra, sê directo homem: “Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis / mas que grande cagada, olha para a merda que eu fiz". Pronto, muito melhor]

enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada,
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
[este gajo quer matar a rapariga, só pode…primeiro dá-lhe uma pomba armadilhada, depois diz para se enroscar a ele e, logo a seguir, dá-lhe um chuto no cú e manda-a beijar o homem-bomba. Stress traumático pós-guerra, só pode!!]

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo,
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo,
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
[que novidade…a oferecer pombas armadilhadas e a mandar beijar homens-bomba, se só não entendesses o olhar já era bom]

mas quero-te bem, encosta-te a mim.
[queres bem queres…]

Encosta-te a mim, quero-te bem, encosta-te a mim.
[deixa lá as pombas armadilhadas e os homens-bomba quietinhos e pode ser que a malta acredite].

Segunda-feira, Maio 28, 2007

As Minhas Aventuras na Selva Portuguesa (Parte III)

Depois de "As Minhas Aventuras na Selva Portuguesa" e "As Minhas Aventuras na Selva Portuguesa (Parte II)", eis que chega o texto que fecha a trilogia. É verdade, fui obrigada a mais uma perigosa incursão pelos meandros da sociedade broeira portuguesa, por intermédio (claro está) de um casamento. Raio de sina esta que me obriga a fazer figura de corpo presente nestes eventos, logo eu que achava que nada vindo dessa espécie, por mim baptizada de homo broeirus, conseguisse surpreender-me. Contudo, estava bem enganada e este texto serve, precisamente, para actualizar o meu estudo científico dessa espécie, expondo novos comportamentos observados.

O homo broeirus conseguiu inovar neste casamento e começou logo pela cerimónia religiosa na igreja. Na altura em que o pároco diz “Saudai-vos na paz de Cristo” não foi novidade quando todos os presentes cumprimentaram aqueles que estavam ao seu lado. A grande novidade ocorreu quando, logo após esses dez segundos de “cumprimentos e beijinhos”, todos se ergueram do seu lugar e formaram uma fila desde o altar até à porta da igreja. Eu, na minha santa inocência, pensei que tinham ido comungar mas ao fim de alguns segundos, logo após estranhos sons de “beijinhos” terem chegado aos meus ouvidos, percebi que todos tinham efectuado essa deslocação até ao altar para também irem “saudar na paz de Cristo” os noivos e os familiares que lá se encontravam. Pior ainda foi quando me apercebi que também eu teria que participar neste fenómeno quando dei por mim a ser a única pessoa sentada na igreja, quando todos os outros aguardavam pacientemente pela sua vez, na fila de 10 km de comprimento.

Ora, eu pensei que com tanta “paz de Cristo”, os noivos e os seus familiares se encontrassem em estado (obviamente) de paz mas, em vez disso, quando chegou a minha vez, deparei-me com todas essas pessoas a chorarem desalmadamente (inclusive a menina das alianças), o que tornou aquele cenário todo ainda mais sinistro. Afinal aquilo era um casamento ou um funeral? Esta dúvida assolou-me por uns segundos, mas rapidamente lembrei-me que as lágrimas estavam, com toda a certeza, a serem derramadas por algo muito pior: pelo verdadeiro assassinato do bom-gosto que ali estava a ser cometido.

Quando, finalmente, retornei ao meu lugar, não passaram nem 30 segundos até todos voltarem a levantar-se do seu lugar e a formar uma nova fila, desta vez para comungar. Ou seja, o casamento ainda não tinha chegado ao “copo d’água” e já tinham existido dois momentos com formação de filas. Ainda haveria um terceiro momento, mais tarde, relativo à famosa fila das fotografias.
Temos, assim, mais um comportamento típico do homo broeirus, que é a apetência para filas. Esta espécie gosta de andar em filas, quer seja num casamento, quer seja aos domingos para chegarem aos centros comerciais. Fica a suspeita: qual a causa para esta adoração por filas? Será que a espécie gosta de “pegar de empurrão”?

A fêmea do homo broeirus (também por mim baptizada de muliere cilindrus, parecidas com texugos de cabelo curto que, vistas de costas, parecem um cilindro) é também caracterizada por sofrer de algum tipo de problema de ortopedia, uma vez que nada mais consegue explicar a sua absoluta incapacidade para conseguir manter calçados, durante um dia, um par de sapatos. É comum esta espécie trazer, nos seus automóveis, os seus chinelos com o objectivo de os calçar logo após a chegada ao local do “copo d’água”.
Os machos, por sua vez, possuem um problema localizado ao nível do pescoço, pois é-lhes impossível usarem o botão do colarinho da camisa apertado, quando vestem fato e gravata. Outros devem ter todos os problemas, e mais alguns, já espalhados pelo corpo todo, uma vez que não suportam, simplesmente, usar fato.

Para finalizar, algo que aprecio particularmente observar nestes eventos sociais é o bailarico após a refeição. É vê-los a dançar aos pares, homem com homem, mulher com mulher, velha com velha (de chinelos).

Fica assim concluída a trilogia “As Minhas Aventuras na Selva Portuguesa”. Estou esperançosa que não seja necessário transformar isto numa série de quatro ou mais “episódios”, porque confesso que a minha capacidade de investigação desta espécie começa a roçar os limites, além de estar esperançada que já nada vindo desta espécie consiga surpreender-me e, consequentemente, obrigar-me a registar oficialmente neste local.

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Falar bom "pertuguês"

Vale sempre a pena registar as melhores pérolas do "pertuguês" que vamos lendo ou ouvindo, de vez em quando, na rua, na conversa com amigos e familiares, na televisão, nos jornais e na web. Esta não é, claramente, uma ideia original mas não deixa de ser uma boa ideia.

Sem mais rodeios, aqui vão então as pérolas, devidamente comentadas:

(diálogo) - "Fázi-o" assim! (do verbo "fáziar"...).
(diálogo) - "Fizestezi-o?" (se eu bem entendi a conjugação deste novo verbo, a resposta deve ter sido "fize-o sim!").
(diálogo) - Isso é "má eduquência" (na altura nem eu percebi bem que o objectivo era dizer "má educação").
(escrito num fórum) - "Abris-te" a porta (e tu "abris-te" o livro com esta...).
(escrito num fórum) - "Disses-te" isso? (Eu "di-se" sim).
(escrito num fórum) - As minhas "intenssões" foram as melhores (ora, de boas "intenssões" está o inferno cheio).
(escrito num fórum) - Tudo "comessou" quando [...] (deve ter "comessado" quando faltaste às aulas de português, em puto, e um maroto qualquer te convenceu que existia o verbo "comessar").
(escrito num fórum) - Se eu fiz isso foi para que me "paracem" de criticar (desisto de comentar...).
(escrito num fórum) - O veterinário "desaconcelhou" (continuo a "desaconcelhar" fortemente os comentários...).
(escrito num site brasileiro) - Para "desuscribirse" faça clique aqui (do verbo "desuscribir", tradução para português do verbo "to unsubscribe". Ao contrário também fica engraçado...estilo "já te inscribirste no ginásio?").
(escrito no mesmo site brasileiro) - [Fulano tal] lhe enviou uma "solicitude" para saber sua data de aniversário (uma "solicitude", meus amigos... isto de enviar "solicitudes" é do caraças...)

À medida que vou coleccionando mais pérolas, vou actualizando o blog. Se alguém souber de algumas daquelas mesmo mesmo boas, pode enviar-me uma "solicitude" por e-mail para que as publique. E isso não obriga a nenhuma "inscribirsão", é só usar o e-mail disponibilizado neste blog.

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

A senhora do Multibanco

Gostaria que me fosse dada uma explicação plausível quanto à necessidade de algumas caixas Multibancos terem uma gravação, com a voz de uma senhora (aparentemente até sexy), a dizer alto e bom som, para toda a gente num perímetro de 20000 quilómetros ouvir, “RETIRE O SEU DINHEIRO. OBRIGADO”.

Qual é o objectivo disto? É que, como se não bastasse, isto acontece normalmente naquelas caixas Multibanco que dão directamente para a rua, nem sequer estão dentro de uma agência. Portanto, eu só posso concluir que o objectivo é atrair o Zé Naifas que estiver mais próximo. Se os senhores da SIBS querem que as pessoas sejam assaltadas 5 segundos após levantarem dinheiro, então mais vale irem directos ao assunto. Ponham a senhora a dizer “TÁ AQUI UMA GAJA QUE LEVANTOU 60 EUROS AGORINHA MESMO. OBRIGADO”. Também tenho outra alternativa, se quiserem (para o caso da sugestão anterior não ter “aquela” formalidade esperada de uma caixa Multibanco): “FOI EFECTUADO NO PRESENTE MOMENTO UM LEVANTAMENTO DE 60 EUROS. OBRIGADO”.

Bem, mas se quiserem ser mesmo mesmo mesmo sinceros e irem mesmo mesmo mesmo directos ao assunto, então até podem colocar a senhora a dizer “FOI EFECTUADO UM LEVANTAMENTO DE 60 EUROS. O CÓDIGO PIN DO UTILIZADOR É 1234. O ROUBO DO CARTÃO DEVE SER EFECTUADO DENTRO DOS PRÓXIMOS 5 SEGUNDOS. OBRIGADO”.
O importante aqui, como já deu para reparar, é dizer “obrigado” no fim, senão o utilizador até pode ficar chateado por isso. A senhora até pode berrar o saldo bancário da pessoa, isso não iria chatear ninguém concerteza, mas o “obrigado” tem que lá estar.

Quinta-feira, Setembro 07, 2006

A espécie mais perigosa

Após (mais) uma meditação, consegui chegar à conclusão sobre qual é o ramo da espécie humana mais perigosa do Planeta. Para mim, o ramo da espécie humana mais perigosa do planeta é o indivíduo que, apesar de ser estúpido como uma porta, ocupa uma função ou um cargo de influência na sociedade ou numa organização. É aquilo que se pode chamar de burro activo.

O nome não foi escolhido ao acaso. Podia ser camelo activo, elefante influenciador, avestruz de peso, mas não, tem que ser burro activo, porque os burros são teimosos. Um burro activo não tem visão nem consegue aceitar ou guiar-se pelas (boas) visões dos outros. E activo porque passa o tempo a “entalar” – digamos assim - os burros passivos (as pessoas que são burras mas que ocupam uma posição de pouco relevo e, normalmente, abaixo do burro activo e nunca, mas nunca, ripostam).

Infelizmente, todos conhecemos, durante a nossa vida, alguns burros activos. Ele pode ser o chefe da empresa que lixa toda a gente com “F” maiúsculo, o político que ocupa um lugar de relevo e só faz asneira enquanto lá está, o comentador de televisão que perde sempre óptimas oportunidades para estar calado…enfim, tantos exemplos que eu poderia dar.

Terça-feira, Abril 18, 2006

O Broeiro a.k.a. As Minhas Aventuras na Selva Portuguesa (Parte II)

Já lá vão alguns meses desde que teci algumas considerações sobre essa figura tão portuguesa denominada broeiro. (In)felizmente pude, recentemente, desenvolver as minhas teorias e consolidar as minhas experiências nesta área terrivelmente complexa e anuncio que, de momento, estou preparada para as publicar neste blog tão científico quanto o Discovery Channel (os outros canais que me desculpem, mas este foi o primeiro a vir-me à cabeça).

Ora então comecemos.

O broeiro tem hábitos já sobejamente conhecidos pela população em geral, mas tem também alguns outros que escapam aos olhos dos mais distraídos, ou então dos que não são estúpidos ao ponto de perderem tempo com isto.

De qualquer forma, agora está a apetecer-me ser um bocadinho estúpida (é um estado mental como qualquer outro…)

1º hábito: o broeiro faz questão em ser ele a projectar a sua própria casa, em vez de entregar essa tarefa a um arquitecto (não é por falta de dinheiro, uma vez que estou a falar do broeiro com dinheiro). Chegar a esta conclusão é muito fácil, basta dar um passeio pela casa de um broeiro e reparar que há verdadeiros aberrações arquitectónicas: a entrada na casa é feita pela cozinha (sobre esta divisão falaremos mais adiante); normalmente sobem-se trinta mil degraus até chegar a esta entrada que é, invariavelmente, no 1º andar da casa; há aspectos curiosos na casa-de-banho, tais como as barras secadoras de toalhas distarem uns 50 metros da banheira, o que obriga uma pessoa a patinhar o W.C. inteiro se quiser ir buscar a sua toalha seca e quentinha depois do duche.
Eu gostava de dar mais algumas sugestões: o bidé deve estar a, pelo menos, 5 metros de distância da sanita; o fogão da cozinha deve estar mesmo ao lado da banca da loiça (assim não há espaço para pousar tachos nem pratos de suporte para quem está a cozinhar); quando existem escadas, estas devem ser muito íngremes e sem corrimão; as maçanetas das portas devem estar ao nível dos olhos; garagem é algo que não é preciso nunca, mesmo que se tenha 4 carros (a rua é sempre um excelente sítio para estacionar, com a vantagem da chuva lavar o carro).


2º hábito: a mulher do broeiro veste sempre, invariavelmente, uma bata aos quadradinhos pretos e cinzentos sempre que se encontra em casa. Esta bata é usada de manhã à noite. Um simples avental, que se veste somente quando se cozinha, é uma peça rara e desconhecida.

3º hábito: o broeiro recebe sempre os seus convidados na cozinha (cá está a questão da cozinha) mesmo que tenha uma sala de estar e/ou de jantar. Este fenómeno é algo que ainda ninguém me conseguiu explicar. Ora...há uma sala de estar ou uma sala de jantar e há uma mesa de jantar na casa do broeiro, logo...porque é que insiste em receber os convidados na cozinha e pô-los a comer na cozinha? Devido a isto, sai-se sempre com um cheirinho de comida na roupa e nos cabelos quando se abandona a casa do broeiro. Na minha opinião, isto está relacionado com o problema de não haver arquitecto: o broeiro mandou fazer a casa à semelhança das outras casas que já visitou, mas desconhece a utilidade de uma sala de estar/jantar.

4º hábito: o broeiro também faz da cozinha a sua própria sala (ainda a questão da cozinha) mesmo tendo sala de estar. Tudo se faz na cozinha, mas mesmo tudo, quer estejam presentes convidados ou não. O broeiro, enquanto está em casa, passa 98% do tempo na cozinha, 0,5% do tempo a contar azulejos na casa-de-banho e 1,5% do tempo no quarto (só a dormir, porque para o resto a cozinha também serve).

5º hábito: o broeiro usa a gravata até meio da barriga. Nunca ninguém lhe disse que a gravata deve cobrir todos os botões da camisa. Mas o problema da gravata não acaba aqui porque além da gravata ficar a meio da barriga, ela também costuma ser de um gosto absolutamente inenarrável.

6ª hábito (o mais famoso de todos, a estrela da companhia): o broeiro usa meia branca com tudo. Tanto já se falou sobre meia branca que vou abster-me de tecer mais comentários.

7º hábito: a mulher do broeiro usa camisas com rendas e chumaços nos ombros. Ainda ninguém lhe disse que os anos 80 já acabaram e que o Parlamento está a considerar aprovar uma lei onde todas as mulheres que se vestem assim são condenadas a um ano inteiro de aulas de etiqueta e bom gosto com a Paula Bobone e o José Castelo Branco.

Desgraça.
E aqui fica mais um "As Minhas Aventuras na Selva Portuguesa". Reparei agora que corro um sério risco que isto se torne uma trilogia. Mas para isso é preciso viver um terceiro capítulo...oh não!

Sexta-feira, Março 03, 2006

Especialistas

Através do meu local de trabalho tenho acesso a um site web onde posso consultar as principais notícias do dia publicadas em vários jornais nacionais. Numa notícia do jornal "O Independente" intitulado "Preços das low-cost muito acima do publicitado" é focado o problema do cliente destas transportadores aéreas acabar por pagar, por um bilhete de avião, bastante mais do que o preço irrisório anunciado por estas transportadoras.

Cito: "A Air Berlin publicitava 31 euros para Londres mas o custo total ascenderia a 109 euros, enquanto a Fly Monarch, que voa de Faro para o também londrino aeroporto de Gatwick, marcava 29 euros mas pedia ao passageiro 170,50 euros (...). E aos custos da ida tem ainda que acrescentar-se as taxas, que são variáveis consoante a companhia aérea."

Contudo, a jornalista tem uma carta na manga para explicar esta verdadeira burla avionária: os especialistas na área!

Cito: "Os especialistas explicam que esta oscilação nos preços se deve ao facto de a simulação ter sido feita em dias muito próximos da data prevista [da viagem]".

Ora bem...há especialistas em low-cost? Fantástico. Deve ser uma profissão fantástica... mesmo ao nível dos especialistas em preços do Lidl ou especialistas em lojas de chineses.

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

Post-armadilha para pedófilos e larilas

Caro amigo,

Se está a ler este post porque colocou, num qualquer motor de pesquisa, as palavras-chave “XXX boys” ou “XXX men” (que aparecem agora aqui) e veio cá parar a este blog, então tenho a concluir uma entre duas coisas possíveis: o caro amigo é um ganda pedófilo ou um ganda larilas.
Se for um ganda pedófilo (ou mesmo só pedófilo) então tenho-lhe a aconselhar que ganhe vergonha nessa cara e desejo-lhe que seja perseguido, brevemente, numa rua escura e sem saída, por um preto grande que não tenha compaixão por pessoas com o seu perfil comportamental.
Se, por outro lado, o caro amigo for um ganda larilas, então não sei o que lhe posso dizer, a não ser que aqui não vai encontrar gajos em fotos com poses altamente paneleiras. Não posso desejar-lhe o mesmo que ao pedófilo, porque para si ser perseguido por um preto, numa rua escura, seria motivo de grande felicidade e hoje não me sinto uma mãos-largas.

Claro que já várias pessoas estarão a pensar que, além dos pedófilos e dos rabetas, também as mulheres podem fazer a pesquisa por “XXX boys” e “XXX men”. Engano! Qualquer mulher que se preze não tira gozo nenhum em olhar para fotografias e vídeos de gajos com ar altamente abichanado. É um facto que não há frequentadoras assíduas de bares de strip masculino (ao contrário do que se passa nos de strip feminino) e a razão é a mesma: os gajos que lá estão a abanar o rabo e a despirem-se têm ar de bichonas, logo não interessam ao sexo feminino.

Bom, o meu objectivo já foi atingido: criar um post-armadilha para pedófilos e larilas. Fantástico. Posso começar a criar mais post-armadilhas…vou pensar em mais assuntos interessantes para armadilhar.

Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Nível de confiança

O nível de confiança dos portugueses baixou.
Fui informada disto enquanto tomava o meu pequeno-almoço, hoje de manhã, e o jornalista que apresentava o noticiário da manhã da RTP1 avançou com esta bomba. Pois é, segundo um estudo de um qualquer instituto (não me lembro o nome…), o nível de confiança dos portugueses, em Dezembro, baixou de 45,2% para 45,0% em relação ao mês de Novembro. Grande, grande queda mesmo. Tão grande que até estava lá um senhor do dito instituto, às 8h15 da manhã, no seu fato e gravata, pronto para dar uma entrevista sobre este escandaloso dado.
Tive pena do senhor, a cara dele era de quem se estava a perguntar porque raio foi chamado para dar aquela entrevista, às 8h15 da manhã, sobre uma coisa tão miserável como uma queda de 0,2% num indicador de cáca. Aliás, o próprio senhor disse ao jornalista isto mesmo…claro que não usou a palavra “cáca”, mas disse que esta queda não era significativa (enquanto punha uma valente cara de “vocês são todos totós, ignorantes, paneleiros”).


Se começarem a ser chamados para entrevistas às 8h15 da manhã todos os senhores responsáveis por estudos que demonstrem quedas insignificantes de alguns indicadores, ou que demonstrem outra trampada qualquer, começamos a ter mais de metade do país a fazer madrugadas para estar num qualquer estúdio de televisão a essa hora. Sim, sim, porque estudos em Portugal é coisa que não falta, principalmente se forem sobre assuntos para os quais não é necessária nenhuma ciência, basta o bom senso. Assim, de memória, lembro-me do recente estudo que conclui qualquer coisa como a falta de vegetais e verduras na alimentação do quotidiano aumenta o risco dos indivíduos sofrerem de obesidade (xii, ninguém sabia disto! Toda a gente andava a apostar em enfardamentos diários no McDonalds como nova dieta de emagrecimento).

Domingo, Novembro 20, 2005

Eu tinha razão sobre a TVI!

Só queria mesmo dizer que EU TINHA RAZÃO sobre as novelas da TVI (ver este post). Pois é. Vem aí a caminho uma nova novela chamada "Dei-te Quase Tudo"...e vamos lá tentar adivinhar qual a música do genérico de entrada. Hmmmm...opá, não sei...xiii, esta é difícil...ai....bom, vou arriscar tudo: Paulo Gonzo e a música "Dei-te Quase Tudo". Olha, acertei! Bem, que sorte!

Segunda-feira, Agosto 08, 2005

As Minhas Aventuras na Selva Portuguesa

Verão – época de calor, de férias, de praia, de esplanadas, de casamentos… e de casamentos broeiros. Confesso que nunca tinha ido a um casamento deste tipo. Confesso também que pretendo nunca mais ir, a não ser que vá ao engano (novamente). Digo engano porque quando vamos da parte de um dos noivos, nunca sabemos como será a família do outro noivo… normalmente assumimos que seguem os mesmos standards mas, por vezes, a assumpção está com-ple-ta-men-te errada. Ainda confesso que me foi dado um indício que a coisa ía correr mal: o casamento era a um Domingo.

Mas isto foi o menos mau de tudo. A presença neste evento permitiu-me estudar uma espécie humana em particular (que já existe há muito, mas que só agora tive oportunidade de observar, por tempo prolongado): o homo broeirus ou homo parolus.

Neste momento, estou a hesitar em descrever aqui esta espécie. Não quero iniciar carreira nas histórias de terror.

Contudo, a hesitação rapidamente desaparece porque penso de imediato que se eu tive que viver este filme e não morri, então qualquer pessoa pode ler e viver também.


Aviso: os traumas podem permanecer uns dias.

Esta experiência no sub-mundo desta espécie fez-me colocar questões às quais nunca ninguém conseguirá responder-me:

  • Porque é que todas as mulheres da espécie homo broeirus parecem texugos (isto é, são obesas) e usam o cabelo cortado à rapaz, muitas vezes mais curto que o do próprio marido? Sou da opinião que estes elementos passem a ter uma classificação aparte: muliere cilindrus. Vistas de costas, parecem autênticos cilindros.

  • Porque é que todos os exemplares de homo parolus são capazes de passar uma refeição inteira a bater freneticamente com os talheres nos pratos, provocando um barulho ensurdecedor e incomodando todos aqueles que gostam de comer com pouco ruído ambiente? Depois, em casa, são capazes de mandar um chapadão no puto se este se atrever a abrir a boca durante o jantar, quando estão sossegados a ver a “Sport TV”.

  • Porque é que todos os elementos masculinos homo broeirus não conseguem vestir um fato pelo menos durante um dia por ano, quando vão ao único casamento que têm naquele verão, e optam sempre por peças de vestuário verdadeiramente inenarráveis para um casamento, tais como calças de ganga e t-shirt, camisa prateada de cetim, blazer branco com camisa roxa?

  • Porque é que todos os elementos femininos homo parolus com menos de 40 anos (as que têm mais de 40 anos eram as muliere cilindrus - texugos de cabelo curto) são também já texugos e usam vestidos que ficariam bem em qualquer mulher elegante, mas que ficam absolutamente hediondos e horripilantes em quem tem mamas de vaca leiteira, banha a saltar por todo o lado e rabo do tamanho de um touro em fúria? Já para não falar do cabelo, cujo penteado tenta ser mais artístico e colorido que um dos estádios do Taveira.

Pausa para recuperar fôlego. Aproveitar para olhar à volta – é uma forma de confirmar que o mundo continua sereno e que isto é só um texto.

  • Porque é que os homo broeirus se atiram a qualquer mesa ou travessa de comida de forma feroz?

  • Porque é que os homens homo parolus têm todos aspecto de quem bebeu, pelo menos, duas garrafas inteiras de vinho tinto ao pequeno-almoço? E falam de uma forma que só o confirma?

  • Porque é que todos os exemplares de homo broeirus desfazem todos os bolos da mesa de sobremesas?

Porquê, porquê, porquê...

Um outro pormenor: nas mesas de qualquer copo d' água broeiro, o centro de mesa é tão grande que mais parece um arbusto de uma qualquer selva de África. Cheguei a recear que a qualquer minuto pudesse saltar de lá de dentro o David Attenborough, com a sua mania de se camuflar nestes arbustos. Mas não. O único susto que apanhei foi o convidado que ficou à minha frente, na mesa, a tentar falar comigo através desse matagal. Complicado.

Quinta-feira, Março 31, 2005

Próximas novelas da TVI

Sempre que se produz uma novela nova, é necessário dar-lhe um nome e ter uma música para o genérico de entrada. A TVI opta sempre pela solução mais fácil: dá às novelas o nome de um "hit" português e escolhe essa mesma música para o genérico. São exemplos disto as novelas "Jardins Proibidos", "Anjo Selvagem" e, mais recentemente, "Ninguém Como Tu".

Creio que não serei precipitada em antever, desde já, as próximas novelas de sucesso da TVI e os seus argumentos:

- "O Bacalhau Quer Alho". O genérico terá a música com o mesmo nome, do Pequeno Saúl, e a história andará à volta de uma dona de casa que, durante anos, sofreu os horrores da violência doméstica, por parte do marido, porque se esquecia sempre de usar alho nas receitas de bacalhau.

- "Ficarei", com a música com o mesmo nome, dos Anjos. A emocionante história de um sem-abrigo indeciso entre mudar-se para debaixo da ponte da Arrábida ou ficar debaixo da ponte do Freixo.

- "Talvez f#der", genérico com música do Pedro Abrunhosa. Este hit musical inspirou a história de dois larilas que se conheceram e passam toda a novela sem saber o que fazer um com o outro.

Também arrisco em dizer que a TVI irá apostar, brevemente, nas longas metragens, pretendendo, inclusivé, produzir um filme com actores norte-americanos. O filme será "Where The Streets Have No Name", com banda sonora dos U2, e retratará a história da cidade de Espinho.

Terça-feira, Março 29, 2005

O Mister

Se eu fosse homem e homossexual, queria ser o cantor Alex. Porquê? Porque assim toda a gente referir-se-ía a mim como Mr. Gay e não com um qualquer adjectivo degradante sinónimo de gay. E reparem que é sempre Mr. Gay, não há variantes tipo Mr. Larilas, Mr. Paneleirote, Mr. Mariquinhas ou Mr. Gayzola.
Ah pois é, nem o Castelo Branco, com aquela "nobreza", consegue tal proeza. Ninguém o chama de Mr. Bicha. Com sorte conseguiria, no máximo, um Miss Bicha.
Pois é, o Alex é que é um senhor. Dentro de certos limites, claro.

Quinta-feira, Março 03, 2005

Aviso útil

Alguns podem pensar que sou uma ranhosa, sempre a mandar vir com tudo, mas quem me conhece sabe…que isto tem um fundo de verdade!
Não sou constantemente ranhosa, sou…assim…uns 60%...pronto, 70% do tempo ranhosa. Claro que há variâncias, pois há dias mais propensos à “ranhosice” do que outros (também se pode chamar a isto de birra, ou implicância, whatever).


Após uma profundíssima introspecção, resolvi identificar o que é que despoleta, de forma imediata, a minha ranhosice. Depressa percebi que são imensas coisas, mas dei-me ao trabalho de fazer um Top 10, em contagem decrescente (uma característica disto de ser ranhosa é criar o suspense).

O que mexe com o meu sistema nervoso?

10º As pessoas apegadas às tradições mais absurdas
Digam o que disserem, há tradições inofensivas e tradições que são uma coisa absolutamente hedionda, criada por gente inútil e parasita. A mim tira-me do sério aquelas pessoas já com uma certa idade que ficam verdadeiramente ofendidas com o incumprimento de certas tradições. Por exemplo: porque raio é que eu haveria de convidar para minha madrinha de casamento uma pessoa que eu vejo uma vez em cada 3 anos, só porque é minha madrinha de baptismo? Porque é a tradição? Meus amigos, também era tradição, na Idade Média, atirar bacias de merda pela janela fora antes de existirem esgotos. Se esta actividade de merda (literalmente) acabou, porque é que não são exterminadas, de uma vez, todas as tradições de merda?

9º Os grunhos
O fenómeno grunhos, também conhecidos por “homo grunhus” (existente também na variante “homo trolhus in andaimus”) é verdadeiramente inacreditável. Os grunhos não se ficam somente pelos tipos que usam dez mil argolas nas orelhas e boné, mesmo durante a noite. Podem ser também os gajos com um aspecto minimamente decente mas que, de alguma forma, só conseguem dizer verdadeiras “pérolas” daquela boca para fora. Desde que vi um espécimen destes oferecer, como prenda de aniversário ao meu namorado, um guardanapo a dizer “Xupamos”, acredito que esta gente, quando era criança, foi submetida a uma qualquer experiência científica em que trocaram o seu cérebro por um calhau.

8º Os inúteis e parasitas
Não consigo aguentar aqueles que passam o tempo todo a lamentar-se pela vidinha miserável que têm e que não mexem o rabinho para fazer nada que melhore a condição em que estão, preferindo esperar que um ser divino qualquer lhes envie um bilhete premiado do Euro Milhões.
Lembro-me logo de um senhor com um ar muitíssimo inútil, que foi há uns tempos entrevistado na televisão, muitíssimo indignado porque estava desempregado há 2 anos, a mulher estava há 6 meses, tinham dois filhos e…a mulher estava grávida de mais um! A jornalista ainda lhe perguntou se esse terceiro filho tinha sido planeado, ao que ele respondeu com uma cara muito feliz “Foi, foi!”. Enfim…não preciso de concluir o meu raciocínio, pois não?

7º Que tentem impingir-me divertimento histérico
Por favor…se alguém me vir de trombas, numa discoteca, sentada num sofá qualquer que não esteja ocupado com os casacos de toda a gente, com ar de quem está capaz de pegar fogo ao estabelecimento, por favor…não me venham dizer “Então?!? Não danças?!? Anda dançar, vá !! Que choca!! Está tão giro isto!!” . Não tenho culpa se, para mim, o conceito de giro não é ouvir músicas brasileiras xungosas (quem diz brasileiras, diz latino-americanas) e estar rodeada de gajos encalhados à espera de caçar a sua presa.

6º Venda de bilhetes para os U2
Como é possível que esta gente se tenha submetido ao ridículo que foi a venda de bilhetes para um concerto? Passarem a noite em frente a lojas da FNAC, e depois em bombas de gasolina?!? E já ouvi dizer que já há gente a planear ir acampar para a entrada do estádio de Alvalade dois dias antes do concerto! De certeza que houve gente que deu o cú para ter um bilhete (assiste-se, aqui, a uma nova forma de prostituição)!!
Por favor, ganhem um bocadinho de dignidade!!!
O que eu vou dizer a seguir é verídico: cerca de dois meses antes dos concertos de Madonna no Pavilhão Atlântico, os bilhetes foram postos à venda na FNAC. Esgotaram em 4 horas e também houve gente a fazer a figurinha ridícula de dormir ao relento para ter um bilhete. Na altura do concerto, eu estava em Lisboa e passava a maior parte dos dias na Expo (estava a ter formação lá) e vi muita gente a dormir ali, para serem os primeiros a entrar para a merda do concerto. Eu COMPREI bilhetes para Madonna, na BILHETEIRA DO PAVILHÃO ATLÂNTICO, na maior das calmas, no PRÓPRIO DIA DO CONCERTO. E não julguem que só havia os bilhetes mais caros. Havia TODOS!
Algum cientista que leia isto: por favor, descubra uma forma de cultivar neurónios no cérebro da maior parte da população portuguesa.

5º Carros de escola de condução
Porque é que esta gente tem que andar sempre a menos de 20hm/h, nas principais ruas, particularmente durante a manhã quando quero chegar ao escritório?!!?!?!?! Porque é que demoram mil anos a arrancar num semáforo?!?!? Porquê???????? Se eu fosse um dos “engenheiros” dos exames de condução, reprovava automaticamente quem andasse a menos de 40 km/h sem justificação!!! Ou então punha um jagunço violador a correr atrás dos carros, para ver se esta gente andava mais depressa.

4º Idosos ao volante
Por favor, tirem-lhes a carta!!! Esta gente insiste em guiar a 10km/h (pior que os tipos das aulas de condução), a travar sistematicamente se virem uma pessoa no passeio…e tudo isto num carro com, pelo menos, tanta idade quanto eles!!


3º Os coitadinhos
Compreendam que eu perca a paciência com pessoas que perguntam 10 000 vezes a minha opinião sobre a mesma merda de assunto porque gostam de me ouvir repetir sempre a mesma coisa quando esse assunto lhes agrada; dependem da opinião dos outros para decidir tudo, até para decidir se estão com vontade de ir cagar ou não; repetem sistematicamente os mesmos erros, as mesmas burrices, e depois andam a lamuriar-se por causa disso, também de forma sistemática; sentem que a vida corre muito melhor depois de terem tomado 10 toneladas de comprimidos para a ansiedade.
Toda a gente deveria oferecer a estas pessoas um estaladão portátil, por altura do Natal ou do aniversário.

2º Os que batem no ceguinho
Eu não preciso que me repitam durante 1 hora inteira as mesmas coisas, para as perceber. Se eu precisasse disso, comprava um gravador, porque ao menos podia desligá-lo quando me apetecesse e, em caso de fartura extrema, poderia exterminá-lo contra uma parede.

1º Mexer nas minhas coisas e mudá-las de sítio
Confesso que me torno uma pessoa com tendências para me tornar uma convicta “serial killer” quando me apercebo que mexeram nas minhas coisas (o que quer que elas sejam) e não as deixaram exactamente como estavam. A sério, transformo-me num ser violento, irracional, sedento de sangue e obstinado.
Fico capaz de dar, a essas pessoas, o mesmo tratamento que ao gravador. Para não dizer pior. Não me obriguem a dizer que também contrataria, neste caso, o jagunço violador (para os larilas, contrataria uma gaja com 200 kg de peso, tarada).

Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

Ideias para indemnizações

Estava aqui a pensar na vidinha e num programa que vi hoje na Sic Notícias, o "60 minutos". Neste programa, passou mais uma historinha de uns quantos americanos que pretendem indemnizações por terem tirado cursos profissionais em escolas que prometiam mundos e fundos, tendo depois constatado que o destino, na maior parte dos casos, era o desemprego.
Ora, toda a gente sabe dos famosos casos de pedidos de indemnização (e a maior parte deles ganhos) de americanos muitíssimo vitimados porque o seu cérebro não estava a funcionar em perfeitas condições, estando eles, por isso, impedidos de o utilizarem, atribuindo assim as culpas a uma qualquer empresa.
São exemplo disto estes brilhantes casos:
  • Mães que pediram indemnizações brutais à McDonalds por os seus filhos serem uns autênticos texugos devido às refeições frequentes nestes restaurantes (sim, porque o McDonalds tem culpa por as mães não conseguirem controlar o nível de enchimento do bandulho dos filhos);
  • A senhora que se queimou com um café quente e achou que era obrigação de quem lhe serviu o café, ter avisado (pelos vistos, nos Estados Unidos, o café deve servir-se frio...);
  • O coitadinho do gato que foi dizimado num micro-ondas porque a sua dona achou que este aparelho seria excelente para o secar depois de uma banhoca;
  • As famílias de algumas pessoas que morreram de cancro do pulmão porque nenhuma alma neste planeta sabia que fumar aumentava os riscos de aparecimento de cancro do pulmão (toda a gente devia estar convencida que o fumo dos cigarros era bom porque tornava os pulmões negros e, como é sabido, a cor preta está sempre na moda).

Então, como eu estava a dizer, neste programa "60 minutos" as novas vítimas de paragem cerebral que exigiam indemnizações eram americanos indefesos que tinham pago milhares de dólares por um curso profissional, pois foram abordados pelas escolas fornecedoras de tais cursos, que lhes diziam que a escola era altamente conceituada nas áreas que leccionava e que a taxa de inserção no mundo do emprego era quase de 100%.
Ora bem, eu penso que me arrisco que alguém me peça uma indemnização se eu disser que ninguém, com o cérebro suficientemente desenvolvido, iria comprar cursos de milhares de dólares sem se informar de que escola se tratava e que referências possuía. Mas isto sou eu que digo. Se calhar ainda vão dizer que eu tenho a mania que sei usar o cérebro e tal, não sei.

Se cá em Portugal a moda pegar, gostaria de deixar aqui, desde já, umas sugestões a todos aqueles que acham que aquilo que está acima do pescoço é completamente inútil e serve única e exclusivamente para usar chapéu e óculos de sol. Fiquem, então, atentos a possíveis indemnizações que possam receber quando:
  • Tiverem 60 anos de idade e o oftalmologista vos disser que vão precisar de usar óculos porque estão com a vista cansada. Culpem as lojas que vos venderam computadores, porque nunca vos disseram que passar horas a fio em frente a um monitor prejudica a visão, até porque nem se sente isso ao fim de um dia de trabalho a olhar para o dito cujo;
  • Frequentarem um ginásio uma vez por semana, durante 30 minutos, e passarem este tempo com os amigos, na sala da musculação, para pôr as fofocas em dia e, automaticamente, não emagrecerem 20 quilos. O ginásio devia ter-vos informado que não é a presença dentro das suas instalações que emagrece, mas sim a prática de exercício físico;
  • Após irem, durante 10 anos consecutivos, a um solário todas as semanas, adquirirem um aspecto de quem está completamente acabado e ter um cancro da pele diagnosticado. Processem o laboratório do creme anti-rugas que usam, que sempre disse que as rugas desapareceriam, sem vos ter informado que a exposição solar regular (mesmo a artificial) estragaria os efeitos do creme. Quanto ao cancro da pele, tentem sacar uma indemnização ao fabricante das lâmpadas das máquinas de solário, que não escreveram avisos por toda a máquina a dizer "Sessões de solário frequentes podem causar cancro da pele e fazer com que aparente ter 80 anos de idade quando, na realidade, tiver só atingido 30 anos de idade";
  • Fizerem aquilo que é conhecido por "queimada" no meio de um mato densamente florestado, com o tempo seco e, preferencialmente, num dia ventoso e, inexplicavelmente, o fogo propagar-se até atingir as dimensões de um incêndio gigantesco, com alguém a morrer queimado. Os bombeiros devem pagar uma indemnização choruda aos familiares da vítima porque não chegaram a tempo de consertar a bela cagada que a vítima fez e porque não possuiam, na altura, poderes sobre-naturais que lhes permitisse fazer chover torrencialmente.
  • Tiverem ataques de riso a ver os programas de televisão "Malucos do Riso", "Maré Alta", "Zero em Comportamento", "Camilo em Sarilhos", "Camilo na Prisão", "Camilo na Paragem do Autocarro", "Camilo no Bar de Alterne" ou "Camilo com Prisão de Ventre". A estação de televisão que passa estes programas deve pagar uma imdenização de milhares de euros por ter feito com que os espectadores fizessem figura de atrasados mentais profundos.
  • Assistirem a uma telenovela da TVI em que a história principal não anda à volta de uns gémeos que foram separados à nascença ou de um casal que se separou há 60 anos e o homem descobre que tem um filho dessa relação. A TVI sempre habituou os espectadores a novelas com estas histórias e, se alterar a regra, irá defraudar as expectativas de muita gente.

Quem é amiga, quem é?

Quinta-feira, Janeiro 13, 2005

Investigação de elite

Finalmente percebi porque é há falta de investigadores de qualidade, na polícia, em Portugal. É que todos enveredaram por uma carreira de sucesso na SIC, como jornalistas. Trataram logo de arranjar uma entrevista, filmada e em exclusivo, com um triplo homicida fugido desde o Natal e que anda a ser procurado pelas autoridades desde então, sem sucesso (ok, era escusado este último pormenor. Já é um dado adquirido).
Eu, se fosse o Bush, não hesitaria em contratá-los para encontrar as armas de destruição maciça no Iraque. Pelo meio, ainda arranjariam tempo para entrevistar o Bin Laden, de certeza. Nesse caso, ficaria provado que também todos os bons investigadores da CIA enveredaram por uma carreira de sucesso na SIC.


Quinta-feira, Dezembro 30, 2004

Fraude nos decotes

As mulheres deste país não sabem, mas andam a ser enganadas. Qualquer mulher que tenha reparado nos últimos vestidos, usados pela Sílvia Alberto nas galas dos Ídolos, pensa que aqueles decotes são realmente vertiginosos. Nada disso, mulherio. Aqueles vestidos foram desenhados com decotes perfeitamente normais, só que quando não há "substância" para os encher, eles parecem que quase chegam ao umbigo. Agora imaginem o que seria se os decotes fossem, por si só, realmente grandes. Aí teria, certamente, algo a comentar acerca das cuecas da apresentadora.

Quarta-feira, Dezembro 01, 2004

Jantares de Natal

Ho, ho, ho!!

Pois é, chegou o Natal e com ele as prendas (as que recebemos e aquelas em que arrotamos o dinheiro para as comprar), as idas ao shopping, os e-cards de Natal de pessoas que não conhecemos ou não vemos desde que deixámos a escola primária, as luzinhas nas árvores, as pessoas a desejarem que as guerras acabem e...last but not least...os jantares de Natal, ah pois é!

Essas grandes jantaradas! Se o motivo desses jantares fosse para ser levado à letra, então seriam jantares para comemorar o nascimento de uma pessoa que nunca nenhum dos presentes na mesa conheceu...mas até hoje ainda não vi ninguém a levar charutos a dizerem "It's a boy!" ou algo do género, por isso adiante.

Nesta época os jantares de natal são para todos os gostos: o jantar de natal com os colegas de trabalho, os jantares de natal com os amigos, o jantar de natal com os colegas da faculdade and sói ón and sói ón! E arranjar tempo para isto tudo? Ah pois é, porque uma pessoa tenta organizar estes jantares, sugere uma data e começam logo a espingardar "ai eu só posso depois do dia 19!" e vem outro e diz "ai eu penso que é melhor num dia de semana" e vem logo a seguir a resposta "nã, nã, tem que ser ao fim-de-semana, para acabarmos todos em coma alcoólico e irmos contar pais natais para o hospital!" e ainda aparece outro a dizer "aiiii, nesse dia não porque tenho o jantar de natal da empresa...e o dia seguinte também não porque tenho o jantar de natal com o meu cão Bobby!", e no meio disto tudo chega-se ao Carnaval ainda a tentar marcar uma data para o jantar de natal.

De qualquer forma, aqui fica um "ho, ho, ho" natalício - que fique claro que estou a imitar o Pai Natal, não estou a engasgar-me...mas pensando bem, será que quando o Pai Natal disse "ho, ho, ho" pela primeira vez não teria sido porque se tinha engasgado com a fava que colocam no bolo rei??? Não acredito que desvendei um dos maiores mistérios da História!!

Segunda-feira, Novembro 22, 2004

For Dummies

Isto da colecção "For Dummies" foi uma ideia de génio...de Dummie não tem nada, simplesmente pelo facto do síndroma de Tótózada afectar uma larga maioria da população mundial, ou seja, compradores destes livros é coisa que não falta!

Sou da opinião que o Embaixador Dummie em Portugal deveria ser o maior Totó de todos com projecção internacional. É óbvio que essa pessoa seria, indiscutivelmente, José Castelo Branco. Imaginem a obra "José Castelo Branco For Dummies".

Ensinaria coisas tão úteis como:
  • ser bicha sem assumir ser gay
  • caminhar de saltos altos melhor do que uma mulher genuína
  • dar guinchinhos mais verdadeiros do que uma mulher genuína
  • maquilhar-se melhor do que uma mulher genuína
  • conhecer mais centros de estética do que uma mulher genuína
  • fazer a depilação mais vezes do que uma mulher genuína
  • ir às compras mais vezes do que uma mulher genuína
  • ser mais histérico do que uma mulher genuína

Enfim...uma panóplia de conselhos e dicas úteis para ser um verdadeiro tótó efeminado. Sucesso de vendas garantido!


José Castelo Branco - Embaixador-Mor da Tótózada Posted by Hello

Quinta-feira, Novembro 18, 2004

O fardo de guiar uma sanita pública

Eu tento ter um raciocínio minimamente lógico, embora tenha a noção que isso é cada vez mais raro hoje em dia, mas tento.

Por mais que eu pense há uma coisa para a qual eu não consigo arranjar sentido nenhum: os simpáticos parquímetros. Ora, para quem não está a ver bem "que raio é isso", é muito simples: vocês estão a ver a auto-estrada A1? Não tem nada a ver.
Agora a sério, vocês estão a ver os arrumadores de carro muito chatos? Pois é, isto dos parquímetros são maquinazinhas que fazem as vezes dos arrumadores de carros...mas o pior é que se uma pessoa não dá a moedinha à máquina, a polícia pode passar a multazinha por isso. Acho que os arrumadores deveriam reinvindicar a igualdade de direitos, porque a polícia não passa multas a quem não financiar o consumo de droga desse pessoal!!

Ora bem, a pergunta é simples: quando eu desembolso dinheiro para ter o meu carro estacionado numa vaga de rua, isto é, quando eu meto a merda da moeda num parquímetro, eu estou a pagar o quê?? Que serviço??

Pela minha lógica, estou a pagar para:

  • ter um dilúvio de merda no meu carro protagonizado pelos passarinhos da via pública
  • em dias de temporal, habilitar-me a ter uma multidão a rodear-me a viatura porque gostam de observar os resultados de uma árvore caída sobre o tejadilho de um veículo automóvel. É algo fascinante para os mirones observarem, tal como os acidentes de carro cujo interesse é directamente proporcional à quantidade de sangue espalhado pela estrada
  • apanhar uma chuvada histórica no Inverno ao sair do carro
  • ter um cão, ou dois, ou três, ou outro ser vivo animal qualquer, inclusivé o Homem, a fazer o seu xixizinho num pneu (ou seja, caganita de pássaro + xixizinho...hmmm...se calhar não guio um carro mas sim uma sanita sobre rodas)

No fundo, pago para os outros usufruirem de um serviço de casa de banho pública...e, que eu saiba, o nome que está no meu BI não é Rui Rio (acabei de verificar agorinha mesmo)!



Terça-feira, Novembro 16, 2004

Ser cool como o Rui Rio

O Euro 2004 já lá vai, mas não seria justo se não tivesse havido uma ameaça terrorista! Sim, porque hoje em dia, tudo o que é grande acontecimento tem que ter, obrigatoriamente, uma ameaça terrorista, senão é mau! É sinal que os terroristas não dão valor ao acontecimento em causa e isso não pode ser...é "bem" ter uma ameaça terrorista, dá grandeza e importância!

Descobriu-se então agora que por pouco não houve um qualquer acto terrorista no jantar na Âlfandega do Porto, na véspera da abertura do Euro 2004!

O melhor de tudo foi o ar absolutamente relaxed do Rui Rio a dar a sua entrevista à T.Bê e a contar o grande stress que o possuiu na altura e a grande pressão a que foi sujeito, e tudo isto com um sorriso nos lábios e ar de quem estava a falar sobre batatinhas.

Aqui fica o excerto da entrevista.

Entrevistador (E): Rui Rio, conte-nos como foi esse dia de grande ameaça.
Rui Rio (RR): Bom, eu estava no meu escritório na Câmara e recebi um telefonema do Durão a dizer que não vinha ao jantar por causa de uma ameaça terrorista.

E: Isso deve tê-lo deixado em pânico, como lidou com a situação?
RR: Não, claro que não, hoje em dia há que ter calma nestas situações e manter a cabeça fria. Por isso, resolvi ir meditar para a casa de banho, que é um local sempre fresco, e levei o jornal comigo para uma leitura relaxante na sanita. Algo me dizia que, desta forma, lembrar-me-ia de alguma coisa.

E: Continue. Em que pensou então?
RR: Bom, em primeiro lugar, pensei que o papel higiénico tinha acabado da última vez que tinha estado na casa-de-banho e que eu não tinha colocado uma recarga. É diabólico quando isto acontece.

E: Dr. Rui Rio, mas e o assunto do terrorismo, como ficou?
RR: Calma, eu já ía chegar a esse assunto. Rapidamente percebi que não haveria crise nenhuma com a ameaça terrorista e que o jantar poderia decorrer dentro da normalidade. Para isso bastaria encontrar os terroristas e retirar-lhes das casas de banho todo o papel higiénico. É que isto de não ter papel higiénico é de levar um gajo à loucura. Genial, não acha?

E: Bom...errr...sim...bem...realmente, pelas imagens que se vê na televisão, não parecia haver qualquer preocupação espelhada na sua cara durante o jantar.
RR: Mas é claro que não, aliás, se quiser eu conto-lhe uma outra situação igualmente perturbadora onde a minha calma e racionalidade resolveu tudo...mas antes disso diga aí ao seu cameraman para parar de me filmar a face direita, senão não fico com um ar suficientemente solene! Acha que sou quem, o Pinto da Costa??

Segunda-feira, Novembro 15, 2004

A arte de ser um pop-caramelo

É certo que vejo poucaxita televisão, mas nada me separa do meu Ídolos! Durante aqueles "pugramas" iniciais, em que os 4 experts musicais têm que dar tempo de antena a todos os chouriços que lá aparecem, dá para ter uma visão bastante abrangente daquilo que cada "jobén" quer da vida!

99,90% dos 13344359344585772 caramelos (mais coisa, menos coisa) que lá apareceram acham que ser um Ídolo é:
  • descarregar no cabelo a garrafa de azeite lá de casa
  • pedir as cuecas fio dental emprestadas à irmã porque assim o rabo fica mais destacado
  • andar de forma a parecer que se tem duas bolas debaixo das axilas (o objectivo é parecer que se tem o peito tão musculado que os braços nem conseguem fechar totalmente - vocês, rapazes, sabem disto!)
  • desejar ser parecido com o rei do azeite David Beckham (daí a garrafa de azeitei que já tinha falado), mas sem aquela magricela da mulher dele, porque o que é bom são as gajas com o peito grande (carago!)
  • vestir os coletes reflectores que os homens da assistência da Brisa usam (quanto mais fluorescente for a roupa, mais fashion parece!)

Claro que aindam sobram 0,1% de caramelos que são crentes e pensam que o tal factor X que os 4 experts falam é ter ar de quem está a arrear o calhau (vulgo cagar) para tudo e só vem-aqui-na-desportiva-para-ver-como-é-mas-no-fundo-espera-que-a-Cristina-Caras-Lindas-apareça-e-diga-que-ali-está-a-próxima-estrela-do-MP3-pirata!

Das raparigas, pouco há a dizer, as categorias são simples: as que já vão para lá a chorar, as que não choram mas têm ar de quem vai entrar na câmara de gás, as que trazem atrás de si o gang do bairro do irmão mais velho para arrearem nos 4 expert caso não passe no teste, and sói ón and sói ón.

Meus amigos, vamos ver se nos entendemos nisto: estrelas Pop há muitas mas melhor do que o José Pedro Pais só mesmo o Iran Costa a correr os estúdios dos Ídolos de uma ponta à outra com o tal do Bicho (lembram-se do hit?) a persegui-lo e a dizer "crocodilo eu sou, nhac nhac".